Ruas brasileiras registram um acidente a cada 57 segundos e uma morte a cada 11 minutos
De 2005 a 2015, mais de 435.853 mil pessoas faleceram por acidentes no Brasil, segundo dados da Seguradora Líder-DPVAT. Se juntarmos o número de vítimas desse período, teríamos um cemitério quase do tamanho de uma cidade como Niterói (RJ). 

O trânsito é perigoso por sua própria natureza. Veículos novos podem se locomover em alta velocidade, dando a impressão aos passageiros que a rapidez está baixa por tamanha estabilidade e tecnologia. Entretanto, se uma batida contra o asfalto a 40 quilômetros por hora já é capaz de fazer um estrago enorme a um ser humano, nem precisamos nos esforçar muito para pensar o quanto somos frágeis dentro de um veículo a 130 por hora. Mesmo sabendo que tal velocidade não é permitida no Brasil, é comum vermos carros e motos nesse ritmo em rodovias. 

Qual é a saída para essa guerra silenciosa e apolítica que acontece todos os dias no trânsito? Definitivamente, não podemos retroceder e negar os benefícios que a sociedade e a economia têm com as facilidades de locomoção que a evolução tecnológica nos permite hoje. A ciência, aliás, é uma aliada que agora trabalha para tornar os veículos mais seguros, econômicos e sustentáveis. A saída possível para essa situação é a educação. Sempre ela, aparecendo como a base para formação de uma sociedade mais equilibrada e pacífica. 

Sem a educação, nenhum avanço tecnológico será capaz de frear a violência que acontece todos os dias no trânsito. Por isso, a partir de agora, todos estão convidados a adotar uma nova postura que garanta mais segurança e menos barbárie. Qualquer cidadão, motorista, passageiro ou pedestre, pode colaborar fazendo a sua parte. 

Os motoristas conduzem especial responsabilidade. É importante entender que as leis de trânsito foram pensadas e aplicadas para proteger a vida. Respeitá-las em sua totalidade é fundamental, por isso o pedestre tem prioridade. O que está em jogo não é só a integridade de quem segura o volante, mas também de todos que estão em sua volta. 

 O pedestre também tem papel importante. Ele deveria seguir as leis de trânsito, mas muitas pessoas desconhecem princípios básicos como atravessar nas faixas, usar passarelas e andar na calçada. Os ciclistas, que integram cada vez mais o sistema de transporte nas cidades, podem contribuir andando pela ciclovia, usando equipamentos de segurança, lanternas e coletes luminosos, sinalizando e respeitando faixas de trânsito e os sentidos das vias. 

O passageiro também pode ajudar bastante, não desviando a atenção do condutor e usando cinto de segurança, por exemplo. O passageiro nunca deve pedir para descer fora do ponto de ônibus. 

São inúmeras as ações que cada um pode fazer para evitar acidentes, mas precisa ter em mente o respeito à vida como essência. Através da educação e mudança de atitude, os brasileiros poderão mudar este cenário trágico. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito (20 de novembro) serve para nos mostrar o quanto somos frágeis e valiosos. Faça sua parte por um trânsito mais seguro.


*Carlos Guerra, Diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT.
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