Artigo por "Agronegócio"
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O objetivo é facilitar a resolução das demandas internas propostas pelas instituições.

Foto Divulgação: SPRLEM
AConvenção Coletiva de Trabalho 2017/2018 começou a ser discutida internamente, neste mês, entre os representantes dos sindicatos do Oeste, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras. Durante a reunião o Sindicato Patronal de Barreiras foi representado pelo diretor David Schmidt, nomeado por unanimidade para a função de negociador da Comissão de Negociação e irá representar os Sindicatos dos Produtores Rurais da região Oeste – Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Sindicato dos Produtores Rurais de Formosa do Rio Preto (SPRFRP), Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM) e Sindicato dos Produtores Rurais de Wanderley (SPRW).

O intuito é facilitar a resolução das demandas internas propostas pelas instituições, com eficiência e agilidade para alcançar os resultados esperados. “Agradeço a confiança de todos e espero corresponder com a realização de um trabalho pautado na seriedade e eficiências na resolução das demandas da categoria”, disse David Schmidt. Para compor a comissão de Negociação foram nomeados ainda os demais membros das instituições presentes.

“É importante manter um padrão de trabalho, assim como nas outras CCT’s no Estado da Bahia, pois temos grande interesse e potencial para realizar acordos que beneficiem ambas as partes”, pontuou o presidente do SPRB, Moisés Schmidt.
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Foto: Dircom Barreiras/Divulgação
Oauditório da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia - Aiba ficou lotado na manhã desta sexta-feira, 03, para o lançamento do Plano Safra 2017 – 2018. O prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, prestigiou o evento que apresentou as estimativas da linha de crédito rural mais utilizada no oeste e que engloba produções como soja, milho, café, algodão, arroz e cana de açúcar.

“Precisamos do apoio das instituições financeiras, para que a nossa região continue sendo referência na Bahia e no Brasil como grande produtora, contribuindo para o desenvolvimento do nosso Estado com geração de emprego sem esquecer também da distribuição de renda entre os pequenos”, disse o prefeito.

A Bahia foi o primeiro estado a receber a apresentação do plano Safra, após o lançamento feito pelo presidente Michel Temer, em Brasília. O presidente da Aiba, Celestino Zanella, apontou o potencial da região na expansão do agronegócio.

“Nós temos capacidade de desenvolver o setor agrícola, o setor leiteiro, o setor de suinocultura e frutas num sistema integrado, basta que tenhamos vontade e ter o apoio das prefeituras da região é de extrema importância”, comentou.

O Banco do Brasil também anunciou a implantação de 70 agências especializadas no atendimento aos produtores rurais, incluindo o estado da Bahia. O objetivo é investir cerca de 12 bilhões de reais no pré-custeio Safra até julho.
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Foto: Divulgação
No último sábado, 21, a entrega da recuperação de um trecho de 78 quilômetros, da BA-255, que liga a BR-135 ao distrito da Coaceral, em Formosa do Rio Preto mobilizou agricultores ligados à Associação dos Produtores Rurais da Chapada das Mangabeiras (Aprochama). Eles compareceram à solenidade  para agradecer ao governador Rui Costa a conclusão da obra, além de ressaltarem o empenho do vice governador Joao Leão, do secretário de infraestrutura Marcus Cavalcante  e dos deputados estaduais Antonio Henrique Júnior e Eduardo Salles.

Durante  a solenidade foi  reivindicado, por meio de ofício, uma maior segurança jurídica no campo fundiário. No documento, entregue diretamente ao governador, foram destacados os problemas enfrentados pelos agricultores da Coaceral que tiveram as matrículas das suas terras canceladas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), apesar dos contratos de compra e venda serem certificados em cartório há mais de 30 anos.

Segundo o presidente da Aprochama, Edson Fernando Zago, esta instabilidade jurídica impacta negativamente a produção agrícola da Bahia como um todo, pois não se trata de uma questão exclusiva dessa região. “Há outros casos de problemas fundiários na região oeste. Muitos produtores estão receosos em investir na atividade agrícola, como na aquisição de maquinários, correções do perfil do solo e contratação de mais mão de obra, além de serem obrigados a investir na contratação de consultoria jurídica para garantir a defesa das suas terras”, aponta.

Cerca de 300 agricultores mantêm, até o momento, a posse de um total de 340 mil hectares de terras produtivas depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considerou irregular a portaria 01/GHSD, editada pelo  juiz da comarca de Formosa do Rio Preto-BA. Essa portaria determinava  administrativamente a reintegração de posse a uma única pessoa física que se tornaria o maior latifundiário do país, sendo que essa pessoa nunca deteve a posse e nunca praticou a atividade agrícola na região. “Também sinalizamos a importância da criação de uma lei para a regularização fundiária das terras do Estado da Bahia, a exemplo do Estado vizinho, Piauí, que decretou a Lei 6.709/2015, que vem garantindo a segurança para os agricultores e para os assentamentos rurais”, explica Zago.

Logística e Segurança

Assinado em conjunto pelos representantes da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Sindicato Rural de Barreiras, Aprochama e Cooperfarms o ofício entregue ao governador Rui Costa também solicitou reforço na pavimentação do trecho inaugurado da BA-225 e a implantação do RODOAGRO, corredor rodoviário estratégico que ligará a Rodovia BA 225, na região da Coaceral, à Rodovia BA 459, na localidade Anel da Soja, também em Formosa do Rio Preto.

Foto: Divulgação
No discurso de entrega do trecho da rodovia recuperado, Rui Costa assumiu o compromisso junto aos agricultores de reforçar ainda este ano a pavimentação com concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) para que não sejam perdidos os investimentos de R$ 13 milhões na rodovia. “Temos um contrato com o Banco Mundial para fazer várias estradas aqui. Nós vamos iniciar ainda este ano a colocação do CBUQ nesta estrada, pela qual transitam caminhões muito pesados, para que ela dure muitos anos”, afirmou. Nas reivindicações dos agricultores do oeste da Bahia ao Governo do Estado, também foram listadas as melhorias de infraestrutura como a geração de energia elétrica para as fazendas da Coaceral e a manutenção para este ano do Projeto Operação Safra, uma parceria com a Polícia Militar da Bahia, para reforçar o policiamento nas estradas e nas propriedades rurais da região.

Matéria: Hebert Regis
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Foto: Reprodução
Ajuíza federal Rosana Noya Kaufmann, da 6ª Vara Cível de Salvador, ratificou a validade da legislação do Estado da Bahia no que se refere à regularização ambiental de propriedades rurais e à dispensa de licenciamento ambiental para atividades agrossilvipastoris em território baiano. A decisão da magistrada culmina na extinção da ação impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), que contestava o Decreto Estadual n° 15.682/2014 e defendia a obrigatoriedade do prévio licenciamento ambiental para produtores rurais e pecuaristas.

A sentença permitirá o desembargo, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das áreas agrícolas na região Oeste da Bahia que se encontram embargadas pela ausência do Licenciamento Ambiental para a condução do plantio ou pecuária extensiva.

A magistrada reconhece a legitimidade do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) e da Autorização por Procedimento Especial de Licenciamento, ambos emitidos pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para proceder a liberação das áreas e, consequentemente, o seu funcionamento, devendo, portanto, estes documentos serem acatados pelo Ibama, para que se cumpra os desembargos.

A decisão foi comemorada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que acompanha esta situação desde o seu início e tem lutado junto ao Ministério do Meio Ambiente para solucionar o problema.

“A sentença representa uma vitória para os produtores rurais baianos que, mesmo cumprindo à risca a legislação estadual vigente, foram impedidos de desenvolver suas atividades, ocasionando prejuízos não só para o agricultor, mas para toda economia da região. Infelizmente, essa situação se arrastou mais do que o previsto, mas espero que haja tempo para a categoria estabelecer suas lavouras”, comentou o presidente da Aiba, Celestino Zanella.

No entanto, a juíza federal manteve inalterada a obrigatoriedade do licenciamento prévio para os demais procedimentos desenvolvidos pelos agricultores, como licença de supressão de vegetação e atividades que não sejam de alternativos do solo.

Ascom Aiba
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Foto: Reprodução
OBrasil poderá registrar em 2017 a maior safra de sua história: 213,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. As previsões, se confirmadas, indicam que neste ano a safra poderá ser 16,1% superior ao total do ano passado: 184 milhões de toneladas –uma queda de 12,2% em relação ao recorde de 2015 (209,7 milhões).

Os dados fazem parte do terceiro prognóstico para a safra deste ano e constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, divulgado, hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o instituto, a queda de 12,2% na safra de 2016 foi a primeira retração da produção agrícola desde os 8,3% da retração da produção de 2009 e a maior desde os -13,3 da safra de 1996 na relação com a de 1995.

Sobre o crescimento previsto para a safra deste ano, o IBGE destaca que o aumento da produção deverá se dar em todas as regiões do país, com destaque para a previsão de crescimento de 73% para a safra do Nordeste; 20,5% para o Centro-Oeste; 13,4% do Norte; 11,1% do Sudeste; e 5,8% da região Sul do país.

Números da safra 2016
Os últimos prognósticos do IBGE em relação à safra 2016, e que apontam para uma produção de 184 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas –resultado 12,2% menor que o de 2015– indicam que a área a ser colhida na safra do ano passado é de 57,1 milhões de hectares, representando queda de 0,9% em relação a 2014.

O arroz, o milho e a soja, principais produtos deste grupo, representaram 92,2% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2015, houve recuos na produção da soja (-1,8%), do arroz (-14%) e do milho (-25,7%).

Regiões do país

Para 2016, a distribuição regional esperada da produção de grão é de 75,1 milhões de toneladas no Centro-Oeste; de 73 milhões, no Sul (as duas regiões respondem juntas por 80% de toda a safra brasileira de grãos); 19,6 milhões de toneladas, no Sudeste; 9,5 milhões, no Nordeste; e 6,7 milhões, no Norte.

Em relação à safra de 2015, houve redução de 2,1% no Sudeste, de 12,5% no Norte, de 42% no Nordeste, de 16,3% no Centro-Oeste e de 3,6% no Sul. Na avaliação para 2016, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,9% no total do país, seguido pelo Paraná (19,0%) e Rio Grande do Sul (17,3%). Somados, esses três estados representaram 60,2 % do total nacional previsto.

IBGE x Conab

As previsões e levantamentos de safra realizadas pelo IBGE, referem-se ao período entre janeiro e dezembro. Já as pesquisas da Conab, além de apresentarem metodologias diferentes, são feitas tomando como base o ano-safra brasileiro, que vai de outubro de um ano a setembro do ano seguinte.

Fonte: UOL
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AAssociação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) repudia veementemente o samba enredo da agremiação carioca Imperatriz Leopoldinense, para Carnaval de 2017 do Rio de Janeiro, onde os produtores rurais são apresentados de forma equivocada, com adjetivos pejorativos e ofensas gratuitas.

Fantasia de Fazendeiro usada pela
Escola de Samba
A Aiba atribui a iniciativa ao total desconhecimento, por parte dos autores da letra, da realidade e da rotina do homem do campo, que trabalha de sol a sol para garantir a segurança alimentar da nação, além de transformar vidas, gerando emprego e renda.

A Aiba considera justa a homenagem ao Parque Nacional do Xingu, mas lamenta a visão deturpada dos sambistas. A Associação esclarece, ainda, que o agronegócio brasileiro cumpre uma das leis ambientais mais severas do mundo, e que a atividade tem avançado cada vez mais no quesito sustentabilidade.

Diante disso, a entidade convida os letristas do samba enredo, bem como todos que comungam do mesmo pensamento, a saírem do conforto da cidade e ir a campo conhecer um pouco mais sobre o segmento que tem contribuído para o desenvolvimento do país, sendo o principal responsável por movimentar a economia em um ano de crise.

Ascom Aiba
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Foto: Reprodução
Aestimativa de produção de grãos para 2016/17 é de 215,3 milhões de toneladas, com um  aumento de 15,3% ou 28,6 milhões de toneladas frente à safra anterior (186,7 milhões t). Os dados são do 4º Levantamento da safra 2016/2017, divulgado nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O resultado positivo se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem previsão de ampliação em 1,3% ou 745,6 mil hectares quando comparada à safra anterior, podendo chegar a 59,1 milhões de hectares,

Para a soja, a projeção é de crescimento de 8,7% na produção, podendo atingir 103,8 milhões de toneladas, com aumento de 8,3 milhões de t. A área cresceu 1,6.%. O milho primeira safra deverá alcançar 28,4 milhões de toneladas, com um aumento de 9,9% ou 2,5 milhões de toneladas frente à safra 2015/16 e ampliação de 3,2 % na área.

O feijão primeira safra deve obter 1,3 milhão de toneladas, resultado 25,7% superior à safra passada, enquanto para o arroz a previsão é de 11,6 milhões de toneladas e aumento de 9,7%.

Já o algodão pluma deve crescer 10,1% e chegar a 1,42 milhão de toneladas, apesar de uma redução de 5,2% na área cultivada. Algodão e arroz tiveram redução de área, devido a substituição pelo cultivo de soja, o que não ocorreu com as demais culturas de primeira safra.

Final da safra de inverno 2016 – A produção de trigo cresceu 21,5% acima dos números de 2015 e alcançou 6,7 milhões de toneladas. A cevada teve crescimento de 42,5% na produção, que será de 374,8 mil toneladas graças à recuperação da produtividade. Também a canola e o triticale apresentaram aumento de área e produtividade. A canola produziu 71,9 mil toneladas e o triticale, 68,1 mil toneladas.
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Centro de pesquisas descobriu técnica que utiliza o resíduo da planta após o processamento para fazer carvão ativo, que é o principal ingrediente na fabricação de filtros de água e de ar

usinas de cana-de-açucar geram montanhas de resíduos com o bagaço moído. tudo isso pode se transformar em carvão ativado. 
Que a cana-de-açúcar é fonte de energia renovável, menos poluente e que está sempre na mira de quem pensa em maneiras de substituir os combustíveis fósseis todo mundo sabe. Mas o que um grupo de pesquisadores acaba de descobrir sobre ela pode colocar a planta em um patamar ainda mais elevado de protagonismo no combate à poluição. Trata-se de uma técnica que pode revolucionar a fabricação de filtros no Brasil e no mundo.

Em estudo realizado pelo Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM), cientistas conseguiram produzir carvão ativo a partir do bagaço da cana-de-açúcar. O carvão ativo é o principal ingrediente utilizado na fabricação de filtros – entre eles de água e de ar. O produto tem a mesma eficiência do tradicional e é até 20% mais barato do que o carvão disponível hoje no Brasil, em geral importado de outros países.

De acordo com o CNPEM, o objetivo da pesquisa é utilizar resíduos agroindustriais abundantes no país para aplicações ambientais. “O resíduo da indústria sucroalcooleira abre caminho para o desenvolvimento de um material avançado com propriedades antibacterianas quando associado a nanopartículas de prata, sendo um excelente material na remediação ambiental”, disse em nota o pesquisador Diego Martinez, do LNNano.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que a produção brasileira de cana na safra 2015-2016 ultrapassou as 666 mil toneladas. Deste total, aproximadamente um terço vira bagaço, obtido após o processo de moagem da cana nas usinas. E a pesquisa teve início justamente a partir de uma demanda feita por uma usina nacional, que utiliza o bagaço de cana para geração de energia elétrica. O resíduo gerado na queima, rico em carbono, passou a ser utilizado para a fabricação do carvão ativo.

Os carvões ativos no Brasil

Aqui no Brasil, assim como em outros países, os carvões ativos são empregados em grandes volumes para a remoção das impurezas da água. Em um município brasileiro com 1 milhão de habitantes, por exemplo, a estimativa é que seja utilizada 1 tonelada de carvão ativo por dia para o tratamento de água.

“O grande problema é que existe uma dependência do Brasil do mercado exterior para a obtenção desse produto. Se pensarmos na questão cambial, nosso sistema comercial fica muito fragilizado. O carvão produzido aqui pode ser até 20% mais barato que o importado”, falou Mathias Strauss, do LNNano, em nota. No exterior, o carvão ativo é proveniente de madeira, ossos de animais ou casca de coco.

Fonte: Gazeta Do Povo
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Foto: Divulgação
Barreiras-BA - A região Oeste da Bahia entrou em um período de estiagem nada esperado para os meses de dezembro e janeiro, meses estes que até em épocas de mais seca trazem certo nível de chuva para a região que produz cerca de 5 milhões de toneladas de soja ao ano. 

No final de 2015, fortes chuvas que se estenderam até fevereiro de 2016 atingiram a região que teve quase 500mm de chuva em menos de 30 dias. Foi o maior período chuvoso da região de Barreiras nos últimos 23 anos. 

Apesar de tanta chuva no ano passado, a região sofre com o contrates a esse período e amarga uma estiagem típica dos meses de setembro, quando o calor está no ápice e as previsões de chuva ficam escassas.

A previsão de chuvas para a região é apenas de 6mm até o dia 16 de janeiro, e caso o clima mude trazendo chuva até fevereiro, a perda nas lavouras do Oeste poderão ser de certa forma contornadas.

Imagem via satélite mostra escasses de nuvens carregadas em quase todo o estado. Fonte: Clima Tempo
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Foto: Satélite Clima Tempo
Apesar das previsões anteriores apontarem chuva para a região a partir do dia 03/01, a nova estimativa para o Oeste da Bahia na primeira quinzena de Janeiro é apenas de 6mm de chuva, mais precisamente até o dia 16.

Além de desanimar a produção agrícola no estado, outro agravante que resultará da falta de chuva neste período são as condições das hidrelétricas como a de Sobradinho, que deveria gerar mais de 50% da energia do Nordeste mas entrou 2017 com o reservatório em baixa.

Na região Oeste, as chuvas estão dispersas e com pequenos focos nas regiões próximas a fronteira do estado, como nos extremos estaduais das BR 242 e BR 020. Caso os episódios de 2016 se repitam em 2017 com chuvas em Janeiro e Fevereiro, as lavouras da região oeste não deverão sofrer grande perda.
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Foto: Reprodução
Ovalor bruto da produção agropecuária em 2016 foi de quinhentos e vinte e três bilhões e seiscentos milhões de reais. Em 2015 o valor bruto da produção agropecuária foi ligeiramente maior, atingindo quinhentos e trinta e três bilhões e cem milhões de reais. Em 2016 foi o segundo maior valor bruto da história do País, ficamos ligeiramente abaixo em função da seca, fator climático, o principal fator desse declínio.

Quer saber qual foi o campeão do crescimento no agro? Incrível, mas foi a banana. Sim, a nossa banana cresceu 48,2% ao lado de outros campeões com o feijão, que cresceu 5,6%, o trigo, a batata, o café, a maçã e a soja. Já na pecuária, o crescimento do frango foi de 3,4% e os ovos 3%.

E quem decresceu mais? O tomate 49%, a mamona 41,4% e o fumo 29%. Também tiveram queda no crescimento o cacau, a uva, o amendoim, o algodão e o arroz. Para a proteína animal, a queda foi de 11,6% para a carne suína e 4,7% para a bovina e 8,1% para o leite.

Praticamente empatamos o agro deste ano com o ano passado, porém ao avaliar o PIB (Produto Interno Bruto) total do agronegócio, deveremos ter crescimento perante ao ano de 2015 em função da valorização do dólar e do valor maior da indústria de rações.

O agronegócio segurou a economia brasileira no pior ano da história econômica dos últimos 50 anos. Viva o agro e feliz 2017!

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.
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Reuters

Foto: Reprodução
Asegunda previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de 2017 aponta uma produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 210,1 milhões de toneladas: 14,2% acima da safra de 2016.

O aumento se deve às maiores produções previstas para todas as regiões: Norte (5,1%), Nordeste (53,9%), Sudeste (8,3%), Sul (5,4%), Centro-Oeste (20,1%).

Entre os produtos de maior importância para a próxima safra de verão, apenas um produto apresenta variação negativa na produção em relação a 2016, o amendoim (em casca) 1ª safra (-1,9%). Os demais apresentam variações positivas na produção: algodão herbáceo (em caroço) (7,1%), arroz (em casca) (8,5%), feijão (em grão) 1ª safra (25,0%), milho (em grão) 1ªsafra (18,0%) e soja (em grão) (7,8%).

Já a 11ª estimativa para a safra de 2016 chegou a 183,9 milhões de toneladas, uma queda de 12,3% em relação a 2015 (209,7 milhões de toneladas). A área a ser colhida (57,2 milhões de hectares) é 0,8% menor que a do ano anterior.

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Foto: divulgação
A 4ª Oeste Genética e o XIV Fórum de Pecuária do Oeste da Bahia superaram as expectativas dos organizadores. Promovidos em parceria entre a Associação dos Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) e a Prefeitura Municipal de Barreiras os eventos foram realizados no Tathersal do Parque de Exposição Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras, entre os dias 24 e 28 de novembro.

Uma gama de leilões, cursos e palestras consolidaram a Oeste Genética e o Fórum de Pecuária entre os principais eventos de transferência de genética bovina do Oeste da Bahia.

Segundo Stefan Zembrod: presidente da Acrioeste, a Oeste Genética desse ano superou as expectativas, em qualidade de animais ofertados, financeiramente, participação popular, cursos e palestras. Outro ponto chave que vale ressaltar foi a parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras na promoção do 1º Fórum Agroindustrial Oeste do Estado da Bahia. “Essa junção – pecuária e agroindústria – é muito importante para consolidarmos ainda mais a pecuária no Oeste da Bahia. Quando o pecuarista consegue trabalhar todas as fases da cadeia produtiva, da criação a industrialização, ele consegue agregar valor final ao seu produto”, disse Zembrod.

Foto: Divulgação
Outro motivo de comemoração foram as vendas feitas para outros estados. “Três leilões foram transmitidos pelo Canal do Boi e a aquisição feita por pecuaristas de outros estados comprovou a qualidade do rebanho ofertado”, ressaltou o presidente da Acrioeste, enfatizando o elogio recebido de criadores de regiões tradicionais na criação de gado com genética superior, como Uberaba, no Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul. “Isso só comprova que a pecuária praticada no Oeste da Bahia é igual ou em muitos casos até superior ao dessas regiões”, concluiu.

Para Mário Mascarenhas, que além de diretor financeiro da Acrioeste é empresário do ramo farmacêutico e pecuarista em Barreiras, apesar do ano atípico que vivemos, com crise política, econômica e hídrica, a Oeste Genética surpreendeu pelo volume de negócios efetuados. “Foram comercializados mais de R$ 5 milhões durante a feira entre leilões, insumos e equipamentos. Além disso, as palestras que abordaram especificamente a genética em bovinos trouxeram um diferencial muito importante e incentivaram o criador a adquirir animais elites ofertados na feira. Esses animais são capazes de proporcionar, de um ano para outro, um ganho em torno de 50% na melhoria de seu rebanho”, disse Mascarenhas, lembrando de outro ponto interessante da feira que foi a integração entre os pecuaristas, facilitando a comercialização pós evento.

O diretor financeiro da Acrioeste aproveita o ensejo para convocar os criadores para se associarem na entidade. “Quanto mais forte for a Acrioeste, mais sólido vai ser o grupo e mais eventos desse porte poderão ocorrer na região”, reforçou.

Quem também estava satisfeito com os resultados da Oeste Genética deste ano foi o empresário Antonio Balbino de Carvalho Neto, da Antonio Balbino Empreendimento Agropecuários. Oriundo de uma família tradicional na criação de gado no Oeste da Bahia, Balbino foi o responsável pela condução do 11º Leilão de Prova de Ganho em Peso à Pasto, prova oficial da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). “A Oeste Genética deste ano teve a graduação de três leilões com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi, fato que mostrou para o Brasil inteiro o trabalho de genética que é feito aqui na região e a oferta desses animais em escala para o país mostra quanto o Oeste da Bahia pode colaborar nesse sentido. Particularmente no Leilão da Prova de Ganho em Peso à Pasto, revelaram uma safra nova de tourinhos, animais jovens que vem superando em termo de qualidade genética, com preços acessíveis, tendo uma boa parcela deles espalhada por diversas regiões do Brasil”, comemorou o pecuarista. Balbino afirmou ainda que em relação ao leilão do ano passado e o deste ano, o faturamento em vendas mais que dobrou. Quem perdeu a chance de adquirir animais com genética superior este ano, só resta agora se programar e reservar espaço na sua agenda para a 5ª Oeste Genética e XV Fórum de Pecuária do Oeste Baiano em 2017.


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O julgamento, realizado na manhã desta terça-feira, 13, considerou ilegal a reintegração de posse de aproximadamente 300 mil hectares decidida pela justiça baiana em setembro deste ano

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OPlenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (13), que cerca de 300 agricultores de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, permanecerão com a posse de suas fazendas e com a garantia do direito de continuar produzindo milho, feijão, soja e algodão nas terras que adquiriram, pagaram e que foram certificadas em cartório há cerca de 30 anos.

O Plenário ratificou a liminar concedida pelo relator, Ministro João Otávio de Noronha, que manteve os agricultores baianos na posse das terras derrubando a Portaria 01/GHS, editada pelo juiz de Formosa do Rio Preto, que, de forma totalmente ilegal, tinha deferido administrativamente a reintegração de posse a uma única pessoa física que nunca teve posse e nunca plantou na região, fazendo com que se tornasse o maior latifundiário do país.

Foto: Reprodução
O julgamento do CNJ garante aos produtores rurais a legítima posse de 340 mil hectares, sendo 251,5 mil, com produção agrícola, para cerca de 300 famílias do oeste da Bahia.

Ao tornar ilegal a Portaria 01/GHS, de Formosa do Rio Preto, a decisão do CNJ afirma a ocorrência de irregularidades na decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), como por exemplo, à violação do direito ao contraditório e a ampla defesa, visto que nenhum dos representantes das 300 famílias de agricultores foi ouvido nem antes, e nem depois do cancelamento das suas matrículas.

A decisão do CNJ também considerou que os produtores adquiriram as áreas de boa-fé e que não é lícito ao juiz, em decisão administrativa, tomar medida de tamanha gravidade contra produtores que há anos estão regularmente instalados no local.

"O Conselho Nacional de Justiça, com esta decisão, fez, efetivamente justiça, visto que a discussão neste processo não tem nenhuma relação com grilagem de terras, não se está discutindo regularização fundiária, o que há, nesta região, são inúmeros, centenas de produtores rurais de boa fé e trabalhadores que há aproximadamente 30 anos desenvolvem suas atividades de forma íntegra e que adquiriram regularmente suas propriedades, com o aval do Estado.

Esses produtores não podem ser confundidos com pessoas que podem ter agido ilegalmente ou com uso da violência para obter outras áreas de terras naquela região", esclarece o advogado Leonardo Lamachia, que vem defendendo os produtores rurais e suas terras.

Sobre a área - A produção agrícola nestas áreas teve início na década de 80, quando os primeiros produtores adquiriram as terras por incentivo do programa de cooperação técnica entre os governos do Brasil e do Japão, Prodecer II [Programa Nipo-Brasileiro para Desenvolvimento do Cerrado]. São terras produtivas, reconhecidas pelos agentes financiadores e por todos os projetos e programas de agricultura do Estado, e que juntos geram emprego e renda, e apoiam o desenvolvimento socioeconômico da Bahia. Além dos agricultores, a área em questão também abriga multinacionais como a Bunge, a Cargill e a Amaggi/Dreyfus. Se esta área passar para as mãos de José Valter Dias, que alega ser o real proprietário, além de desabrigar agricultores que já fizeram sucessores legítimos, transformaria Dias no maior latifundiário do Brasil.

Foto: Divulgação

Fonte: Araticum Comunicação
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Um ambiente ideal para promover o aprendizado, conciliando aulas teóricas e práticas.

Paulo Mizote, produtor homenageado
Esta é a finalidade da Fazenda Modelo Paulo Mizote, uma instalação onde os alunos matriculados no Programa Jovem Aprendiz na Área Rural recebem formação técnico-profissional. O local, equipado com salas de aula, laboratório e lavouras, funciona há três anos, mas só foi inaugurado nesta segunda-feira (12), pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Instituto Aiba, entidade responsável pelo programa.

Segundo o superintendente do Instituto Aiba, Helmuth Kieckhöfer, o ato foi uma espécie de prestação de contas para com todos os parceiros que contribuíram para a implantação da Fazenda Modelo. “Muitos devem se perguntar a razão de inaugurar algo que já funciona, mas fizemos questão de reunir todos os responsáveis por isso aqui e prestar-lhes uma satisfação. Não o fizemos antes porque queríamos que tudo estivesse pronto e em seu devido lugar para a entrega oficial. Aproveitamos a oportunidade para homenagear o produtor Paulo Mizote, dando o seu nome à Fazenda, como forma de agradecimento por toda a sua contribuição para que isso se tornasse uma realidade”, ressaltou.

Criado em 2013, o Programa Jovem Aprendiz na Área Rural atende à Lei 10.097/2000, cujo texto determina que toda empresa, seja ela indústria ou propriedade rural, tenha uma cota de aprendizes. Sob a coordenação da Aiba, o Cetep e o Senar/Faeb ofereceram a capacitação aos matriculados. O programa conta ainda com o apoio da Codevasf, que cedeu o terreno para a implantação da Fazenda Modelo; e do Ministério do Trabalho, responsável por viabilizar recursos, através do sistema de compensação de multas. Somado a tudo isso, empresas do ramo agrícola e os produtores associados da Aiba também investiram recursos para a infraestrutura, doaram equipamentos e maquinários.

Marli Pereira, auditora Fiscal do MTE, visita laboratório de pragas da Fazenda Modelo
“Esse é o resulto de um esforço coletivo. Quando tomamos conhecimento de que precisávamos implantar esse projeto, pensamos em como fazer para levar esses jovens às fazendas que ficam a 100, 200 Km de distância da cidade. Era inviável, pois em um turno eles estudam e no outro deveria passar por essa formação supervisionada. Não conseguiríamos, portanto, cumprir a carga horária e ainda os submeteríamos a riscos. Aí, veio a ideia de instalar um ambiente controlado e que fosse perto da cidade. Neste sentido, todos os parceiros foram fundamentais para a concretização desse sonho. Hoje, os jovens entram aqui alunos e saem profissionais”, disse o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato.

Durante a formação, que dura aproximadamente 10 meses, os alunos têm aulas teóricas e práticas sobre Saúde do Trabalhador Rural, Importância das Culturas do Milho e da Soja, Preparo do Solo, Manejo da Cultura, Manejo Fitossanitário e Irrigação, dentre outras disciplinas. Além da sala de aula, é na Fazenda Modelo que eles têm o contato com a terra e aprendem técnicas de plantio e a operar equipamentos agrícolas.

Mais de 200 jovens já passaram por lá desde a sua implantação, em 2013. Destes, cerca de 150 foram diplomados e muitos já estão no mercado de trabalho. É o caso da Carol de Souza, ex-aluna do Programa Jovem Aprendiz na área Rural, e que hoje trabalha no setor financeiro da Fazenda Santo Antônio do Rio Grande. “A formação foi muito importante para que eu estivesse empregada hoje. Graças a ela eu pude concorrer a uma vaga de monitor de pragas na fazenda e logo depois surgiu a oportunidade de atuar no administrativo, no escritório da fazenda. Sou imensamente grata pela oportunidade e deixo aqui um conselho aos jovens matriculados: dediquem-se, pois vale muito à pena”, pontuou.

Além das seis turmas que já foram formadas, outras duas estão em andamento. Ao todo, mais 67 jovens recebem a capacitação, com vistas ao primeiro emprego no campo. “A experiência é maravilhosa. Aqui nós não somos alunos e sim trabalhadores, pois temos responsabilidades, somo devidamente registrados e recebemos por isso. Estou me preparando e espero ser contratado após essa fase”, disse Israel Oliveira Júnior, que tem 18 anos, e é um jovem aprendiz da Fazenda Xanxerê.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), Moisés Schmidt, a implantação do programa no Oeste da Bahia não só atende à legislação como também cumpre o papel social do produtor rural. “A Fazenda Modelo é um local controlado, onde esses futuros profissionais aprendem de forma segura. Esse projeto nos faz ver que além de alimentos, o produtor rural planta sonhos, esperança e educação”, salienta.

Durante a cerimônia de inauguração, a auditora fiscal e coordenadora do programa de aprendizado do Ministério do Trabalho e Emprego da Bahia, Marli Pereira, elogiou a estrutura da Fazenda Modelo e a metodologia nela aplicada. “Estou surpresa com o que aqui encontrei. Vocês todos estão de parabéns, sobretudo os jovens que se inscreveram no programa e que poderão desfrutar de tudo isso. No final, nós é quem ganhamos, pois teremos uma sociedade melhor”, disse. “Eu estive aqui na região em outras ocasiões para fiscalizar o trabalho nas fazendas. Agora, retorno para uma tarefa mais prazerosa: não a de penalizar, mas a de ver que os produtores rurais estão cumprindo a Lei e dando a sua contribuição para um mundo melhor e mais justo”, completou.

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Ascom Aiba
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Em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, produtores estão animados com a próxima safra, mas não tem muitos motivos para comemorar

A área em disputa fica em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, e tem 340 mil hectares. Produtores alegam que mais de 70% são de áreas produtivas.
O produtor Horácio Shuji Hasegawa teria muitos motivos para celebrar o ciclo 2016/17. Embora ainda esteja na fase de plantio, o tempo está colaborando e as perspectivas são boas. Depois de três anos consecutivos de perdas nas lavouras de soja e milho, finalmente ele volta a sonhar com uma safra cheia. No entanto, Horácio não está tão feliz assim.

A propriedade dele, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, assim como as de outros produtores rurais da região –, teve a matrícula cancelada por causa de um processo de litígio agrário que corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Há alguns anos, um reclamante, José Valter Dias, entrou na Justiça afirmando ser dono de 340 mil hectares na região. E dentro desta área está a lavoura de quase 2 mil hectares de Horácio Hasegawa.

Horácio Hasegawa: “Quando chegamos, não tinha nada aqui. Tivemos que abrir estradas. Eu produzi apenas 18 sacas de soja por hectare no primeiro ano. Era tudo cerrado.”


Entre os prejuízos causados pelo processo, o produtor - vindo de Goioerê, no Norte do Paraná - diz que o crédito é um dos que mais pesam. Ele conta que, ao tentar prorrogar a quitação de um empréstimo teve o pedido negado por causa da atual situação cadastral. E ainda corre o risco de ficar inadimplente. “É uma situação que nos deixa constrangido”, lamenta.

Horácio Hasegawa está no oeste baiano desde 1984. Ele afirma ter comprado a propriedade em 1987, através do Programa Nipo-Brasileiro de Cooperação para o desenvolvimento dos cerrados (Prodecer II), que assentou produtores na região. “Quando chegamos, não tinha nada aqui. Tivemos que abrir estradas. Eu produzi apenas 18 sacas de soja por hectare no primeiro ano. Era tudo cerrado”, lembra. O programa era uma parceria entre os governos do Brasil e do Japão. “Quando eu comprei as terras, fiz tudo certo. Fui ao cartório. Tenho escritura e tudo”, conta. “O governo da Bahia, inclusive, prometeu estrada e energia, na época”. Apenas a estrada chegou: as propriedades de Formosa do Rio Preto ainda precisam usar diesel para garantir o fornecimento de energia.

Processo

Atualmente, 300 famílias de produtores rurais vivem em clima de apreensão devido ao litígio agrário. Elas dependem de uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que continuem mantendo a posse de suas terras. O processo foi parar no CNJ, após a justiça baiana questionar a origem das áreas adquiridas e centenas de trâmites judiciais nas últimas décadas. “Quando era apenas cerrado, ninguém queria isso aqui. Agora a situação mudou”, ironiza Hasegawa, que neste ano plantou 1,5 mil hectares de soja e 200 ha de milho.

Os produtores rurais da região dizem que o corregedor nacional, ministro João Otávio de Noronha, manteve a posse das terras. Mas o processo ainda está em andamento e vai passar por um julgamento final. O tema já chegou a entrar na pauta das sessões do CNJ por várias vezes, mas sempre teve sua análise adiada. O desfecho da história deve ser conhecido apenas no ano que vem, pois o judiciário entra em recesso nos próximos dias.

Em nota divulgada na semana anterior, a Associação dos Produtores Rurais da Chapada das Mangabeiras (Aprochama), que representa as famílias de Formosa do Rio Preto, diz que as terras produtivas de pequenos e médios agricultores são reconhecidas pelos agentes financiadores e por todos os projetos e programas de agricultura do Estado, e que, juntos, eles geram cerca de 1.050 empregos diretos. E que dos 340 mil hectares em discussão, 251,5 mil hectares estão produzindo, principalmente em lotes da Aprochama, Coaceral, Novo Horizonte e Sul Colonização, todas em Formosa do Rio Preto.

João Carlos Santos Novaes, advogado de José Valter Dias, foi contatado pela reportagem na semana passada. Ele disse que não tem autorização para repassar informações sobre o processo. “Infelizmente não posso dar detalhes porque o processo, meu cliente não me autoriza a passar informações. Nós estamos lutando contra o grande capital, somos a parte pobre da história, e por isso nós preferimos nos silenciar”, declarou.

Por enquanto, o paranaense Horácio Hasegawa só tem o que lamentar, apesar da safra esperada. “Nós que desbravamos este lugar. Viemos para cá na cara e na coragem. Ajudei a abrir essas terras com meu Ford 1988, que tenho até hoje. Precisamos de uma solução”, desabafa.

Fonte: Gazeta do Povo
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Ao lado da entidade baiana, agricultores de diversos centros de produção do país buscam avanços para a cultura da fruta junto ao governo federal

Os produtores de banana do projeto público de irrigação Formoso – implantado e gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Bom Jesus da Lapa, no Médio São Francisco baiano – têm agora a responsabilidade de representar os agricultores de todo o estado junto à recém-reativada Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban), que ressurge com o objetivo de buscar avanços para a bananicultura brasileira junto ao governo federal.

Foto: Divulgação
“A Associação Frutas Oeste Bahia foi escolhida para representar o estado porque já somos referência na região no tocante à negociação de preços da fruta”, explica Ady Santos Oliveira, presidente da entidade. “Reunimo-nos todas as quintas-feiras para definição de preços da semana seguinte; produtores de outros importantes centros da Bahia, como Mirorós, Riacho Grande, Nupeba, e das regiões de Wagner e Juazeiro, recorrem a nós. Então a escolha foi natural”, acrescenta.

Ao lado da entidade baiana, agricultores de outros centros produtores do país, como do Vale do Ribeira em São Paulo, do norte de Minas Gerais e do norte de Santa Catarina integram a confederação, que foi constituída em 2010 e reativada neste ano a fim de integrar os produtores, estimular a troca de informações e experiências sobre a cadeia produtiva e divulgar a bananicultura brasileira no Brasil e no exterior.

Comercialização


O projeto Formoso é o principal responsável por posicionar a Bahia entre os maiores produtores de banana do país. Em 2015, a produção total do projeto foi de mais de 190 mil toneladas, sendo que 95,5% (184,5 mil toneladas) são referentes à banana, e o restante é sobretudo citro, milho e melancia. O projeto contabiliza 8,2 mil hectares de área cultivada (sendo 7,4 mil com banana) e reúne cerca de 1,2 mil irrigantes – destes, 943 são agricultores familiares.

Segundo o presidente da Associação Frutas Oeste Bahia, a entidade foi fundada no Formoso em 2010 com o objetivo específico de tratar sobre a comercialização da banana. “Nós percebemos a fruta sendo vendida de maneira muito aleatória, o atravessador sempre ditando o preço, quando quem deveria fazer essa definição seria o produtor através de um grupo organizado. Buscamos informações em todo o Brasil e, desde então, temos tido um saldo muito positivo na comercialização porque conseguimos valorizar o nosso produto”, diz.

De acordo com ele, a banana produzida no Formoso é conhecida como uma das melhores do país. “Em algumas regiões do país, nossa banana é conhecida como banana clara, por causa da aparência agradável”, descreve. “Favorecem a isso o clima, a água de alta qualidade para a produção de frutas, o sol, solos bastante férteis, a localização. Temos orgulho de produzir no perímetro de Formoso, que tem uma estrutura muito elogiada por todos”, destaca o produtor.

Reproduzida do Jornal OExpresso
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Foto: Divulgação
Os membros do conselho gestor do Programa para Desenvolvimento da Agropecuária (PRODEAGRO) se reuniram nesta quarta-feira (30), às 9 horas, no estande Institucional da Secretaria da Agricultura (SEAGRI), na FENAGRO. Na reunião, que contou com a presença do Secretário Vítor Bonfim, foram aprovados nove projetos que irão compor o edital público do programa, referente a “Safra 2017/2018”, um investimento de R$ 6 milhões, direcionados a melhorias na infra estrutura logística do Estado da Bahia. Dentre os projetos, constam a recuperação, revitalização e conservação de estradas; construção e recuperação de pontes, um aditivo ao estudo do potencial hídrico da região Oeste, e o melhoramento genético da soja pela Fundação Bahia.


O PRODEAGRO é um dos instrumentos de Política Agrícola do governo do Estado da Bahia, e sua importância foi destacada pelo secretário da agricultura Vitor Bonfim. “Este programa é importantíssimo para a agropecuária, pois viabiliza benefícios para o setor, como a melhoria da infraestrutura logística, modernização tecnológica, e desenvolvimento socioeconômico e ambiental. Estamos empenhados em continuar contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos produtores, através de políticas públicas sólidas.” Já em andamento para esta safra 2016/2017, o programa possui 20 projetos em andamento, com um investimento de R$ 19 milhões.

O secretário Vitor Bonfim ainda chama atenção para a necessidade de que Políticas Públicas sejam elaboradas no sentido de realizar investimentos que contribuam para mudar a realidade de cada região. “Investimentos em logística proporcionam uma produção com níveis de eficiência mais elevados, proporcionando aumento de produtividade e rentabilidade, que, por sua vez, traz retorno para sociedade, na medida em que gera mais emprego e renda”.

Fazem parte do conselho gestor do programa a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana de Produtores de Algodão (ABAPA), Fundação Bahia e as secretaria estaduais de agricultura (SEAGRI) e infraestrutura (SEINFRA).

De acordo com o presidente da Aiba e do PRODEAGRO, Júlio Cezar Busato, o Fundo se mostrou, ao longo desses três anos, muito eficiente quando os recursos e os projetos foram multiplicados e os resultados apareceram de maneira rápida e eficaz. “Realizamos através do Fundo a manutenção de 380 km de rodovias estaduais e foram recuperadas estradas vicinais. Também temos realizado investimentos em pesquisa de variedades de soja mais primitiva, buscando melhorar a renda dos produtores baianos. Além disso, construímos o Hangar da Base avançada do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), no aeroporto de Barreiras” disse Júlio Busato.
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Foto: Divulgação
Consolidada como a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte-Nordeste do Brasil e do Matopiba (região agrícola oficializada pelo Ministério da Agricultura que reúne os estados  do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a Bahia Farm Show esta sendo lançada, hoje (30), no Parque de Exposições de Salvador, durante a 29ª Fenagro. O intuito é convidar o público da capital baiana a conhecer o evento que reúne produtores rurais de todo o País, em busca de novas tecnologias para suas lavouras. 


A 13ª edição da Bahia Farm Show acontecerá entre os dias 30 de maio e 03 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, e já tem quase 70% dos estandes vendidos, sendo 15% desses para novos expositores que veem na Feira uma grande oportunidade de negócio. 

A expectativa é manter o ritmo de vendas dos últimos dois anos, quando a Feira ultrapassou as cifras de R$ 1 bilhão em volume de negócios fechados, em apenas cinco dias de feira. 

Os detalhes e as novidades da próxima edição da Bahia Farm Show serão apresentados pelo presidente da Feira, Júlio Cézar Busato, durante um coquetel de lançamento no estande da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), na Fenagro. 

 A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Fonte:Aiba
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Evento faz parte do roteiro que percorre mais de 60 mil quilômetros no Brasil e no mundo a cada edição para investigar os desafios de um agronegócio eficiente e competitivo no campo e no mercado

O primeiro evento aconteceu na última quinta-feira (24), em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.
A Expedição Safra 2016/17 está na estrada desde outubro e começa agora uma série de seminários para discutir os desafios de um agronegócio eficiente e competitivo no campo e no mercado. O segundo evento, da fase plantio, ocorre na próxima segunda-feira (5), em Barreiras, no Oeste da Bahia. O encontro acontece no Hotel Morubixaba, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, 2024. Para participar basta confirmar a presença através do e-mail rsvp@gazetadopovo.com.br.


Giovani Ferreira, gerente do Agronegócio Gazeta do Povo e coordenador da Expedição Safra, será um dos palestrantes do evento. Segundo ele, o que estará em debate nesses eventos é o desafio de o Brasil voltar a aumentar sua produtividade após um ano de frustração em algumas lavouras. “Esse é o momento de refletirmos como recuperarmos o potencial da safra brasileira, o que está em boa parte nas mãos do clima. Vamos apresentar números e indicadores que vão permitir compreender essa realidade”, afirma.

Outro palestrante do seminário será Vitor Andrioli, analista de mercado da FCStone, consultoria que fornece apoio técnico à Expedição. Ele vai falar sobre “Demanda global e rentabilidade da produção de soja no Oeste da Bahia”.

 Fonte: Gazeta Do Povo