Artigo por "São Francisco"
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Mais uma reportagem da Folha Informativa sobre a mobilidade de uma das cidades mais importantes do Vale do São Francisco, na Bahia.

Trecho da BA próximo a Barra. Foto: Arquivo Fi
Acada dia que passa, viajar pela pelas rodovias que cortam o estado da Bahia se torna algo cada vez mais difícil. A exemplo, temos um trecho na BA 161 que liga Barra à BR 242, onde não só trechos esburacados mas também de terra, dificultam a vida de quem trafega pela região. Em extremos como Carinhanha, sobram trechos de puro barro e sob chuva o tráfego na BA se torna um verdadeiro rally.

Quando o quesito é mobilidade e rodovias de acesso, a cidade de Barra tem mais de um problema, como a questão das balsas de transporte mencionadas em outra matéria aqui no Folha Informativa.

Leia Mais: Barra E Xique-Xique Continuam Esperando Por Ponte Que Faria Ligação Entre Cidades

É a BA 161 que liga a cidade até a Rodovia Milton Santos, mais conhecida como BR 242, rodovia de rota nacional eco turística e econômica ligando Barra a centros turísticos como a Chapada Diamantina e à centros do Agronegócio como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, e São Desidério. A questão não fica restrita só a mobilidade e tráfego, mas também a segurança, visto que muitos casos de acidentes e problemas mecânicos são resultantes do tráfego conturbado na rodovia sem condições mínimas.

Enquanto o poder público não buscar a solução de tais problemas tratando-os com a prioridade devida, a cidade de Barra continuará inacessível as principais regiões do estado, dificultando tanto o transporte de cargas, como o acesso da cidade à outros estados.
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Na Foto, barca prepara travessia em Barra com direção a cidade de Xique-Xique
Quem já passou pela Bahia, com certeza já ouviu falar da cidade de Barra, uma das mais antigas cidades do estado e uma das principais cidades do Vale do São Francisco, conhecida principalmente pelas suas tradicionais barcas de transporte.

Com seus mais de 50 mil habitantes, o município é uma dos principais pontos que fazem ligação com a cidade de Xique-Xique (para quem vem do extremo Oeste Baiano), e mesmo sendo um ponto central de tráfego da região, ainda não possui uma ponte que facilite a travessia do Rio São Francisco, a exemplo de Ibotirama que possui uma ponte com mais de 1 Km de distância.

Foto: Google Imagens


Não obstante a tanta importância, a ponte de Barra fica restrita apenas a promessas de campanhas políticas, e a construção que transportaria pessoas e veículos com mais segurança ainda parece uma realidade distante, apesar de inúmeros relatos (contados pelos moradores e operadores da barca) de acidentes em que até carros já caíram da barca.

Ônibus cai da barca em Barra. Registro realizado no mês de outubro/2016
O crescimento econômico da macro região do Oeste do estado é inteiramente derivada do agronegócio, e depende totalmente de melhor infraestrutura para transporte de carga, não só para o porto da capital como também para o interior do estado, o que leva a passagem pela cidade de Barra. Tal importância deveria propiciar ao poder público a demanda necessária para a construção da ponte, mas o mesmo se omite da responsabilidade, seja na esfera estadual ou municipal.

Devido a tanto descaso por parte do poder público, só mesmo a mobilização popular junto aos pode arrancar respostas para a possível solução do problema, que traz impactos não só à economia da região, mas também à segurança das pessoas.

A cidade de Barra ainda possui outro problema quando o quesito e mobilidade. Trata-se das condições da BA 161 que sofre com a degradação asfáltica sem possuir previsão para reforma.

Leia mais: Barra: BA 161 Na Rota Do Abandono

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Os 2,3 mil pequenos produtores rurais, que fazem parte do projeto, situado em 23 mil hectares, tiveram a confirmação de acesso à água até o final deste ano.

O abastecimento de água do projeto público de irrigação Senador Nilo Coelho, localizado no semiárido pernambucano, foi garantido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os 2,3 mil pequenos produtores rurais, que fazem parte do projeto, situado em 23 mil hectares, tiveram a confirmação de acesso à água até o final deste ano, e a perspectiva de que, até abril de 2017, final do período úmido na região, a barragem de Sobradinho alcance 38% em volume – o que significa água assegurada também para o próximo ano.

“As chuvas que caem neste momento em Minas Gerais, onde está a nascente do rio São Francisco, são a principal razão da boa notícia; mas a medida preventiva da Codevasf, que em 2015, em razão da estiagem prolongada, instalou o sistema de bombeamento sobre flutuantes no Lago de Sobradinho para garantir captação de água, fez com que os agricultores mantivessem com mais tranquilidade seus calendários de produção, assegurando empregos, renda e safra”, observa o engenheiro agrônomo José Costa Barros, gerente regional de irrigação da Codevasf.

O anúncio foi feito pela 3ª Superintendência Regional da Companhia, sediada em Petrolina, no Submédio São Francisco e fronteira com o Norte baiano, onde está localizado o principal reservatório de água do nordeste que é a Barragem do Sobradinho. Dos produtores instalados no Nilo Coelho, 86% (1.980) são pequenos ou familiares, detentores de lotes de até sete hectares.

Infraestrutura

A ação preventiva da Codevasf contou com recursos federais de R$ 25 milhões repassados pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional.

Foi construído um canal de 2,4 quilômetros revestido de manta asfáltica e um sistema de diques de 2 quilômetros. A Codevasf instalou cinco sistemas de bombeamento sobre flutuantes com dois conjuntos de eletrobombas em cada um dos oito módulos, com capacidade para bombear 0,8 metros cúbicos de água por segundo.

As estruturas asseguram a regularidade da oferta de água, para áreas de produção irrigada do projeto Senador Nilo Coelho, que haviam sido afetadas pelos baixos níveis de vazão do São Francisco e do reservatório de Sobradinho.

A estimativa de safra do Nilo Coelho para este ano é de 700 mil toneladas de frutas, entre as quais se destacam uva, manga e goiaba. O faturamento anual do projeto gira em torno de R$ 1 bilhão.

Fonte: Gazeta Do Povo
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Situação ocorre no município de Sobradinho, no norte da Bahia.
Decisão da Chesf visa manter o volume de água no reservatório.


A
partir desta segunda-feira (21), Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) irá diminuir a vazão do reservatório de Sobradinho, no norte da Bahia, de 830 para 770 metros cúbicos por segundo. Essa é a maior redução da vazão, desde que a barragem foi construída há mais de 40 anos.
Segundo a Chesf, a vazão será reduzida com o objetivo de manter o volume de água no reservatório, que está em uma região que enfrenta um forte período de seca. A decisão agradou alguns moradores da região que fica no entorno do reservatório. Esse o caso do produtor Milson de Sena.

Ele planta goiaba na comunidade de Algodões, zona rural de Sobradinho, e está há dois meses sem colher, porque teve que diminuir a irrigação do plantio. A roça dele tem pouco mais de dois hectares e fica na parte de cima da barragem. Para a água chegar lá, são necessárias duas bombas e mais de dois mil quilômetros de canos. Com a redução da vazão, ele acredita que não vai mais precisar usar tantos canos e bombas.

"Fica melhor porque o lago vai parar [de esvaziar]. Se a vazão for para baixo, a água ela fica parada. A nossa bomba continua onde está", diz.

Por causa da falta de água, Milson de Sena diz que as folhas ficam amareladas e o fruto não consegue se desenvolver. Dos 800 pés de goiaba plantados, apenas 30% consegue se desenvolver como deveriam. Os outros 70% são perdidos. "O que era para gente molhar três vezes por dia, estamos molhando um dia sim e outro não. Estamos sobrevivendo com 30%, tomando dinheiro emprestado para pagar energia, porque nossa produção não está desenvolvendo, afirma.

Milson e outros 27 produtores da comunidade ainda sofrem os reflexos da seca, que já dura mais de três anos. Por causa da baixa do lago de Sobradinho no ano passado, muitos não conseguiram irrigar a plantação e acumularam dívidas. Para quem pesca, o problema é ainda maior. E se para quem planta a situação não está nada boa, para quem depende da pesca é pior. "O lago cada dia que passa está baixando e o peixe desaparece", diz José Carlos Alves.
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Experimentos de Codevasf e Embrapa confirmam viabilidade do plantio da fruta e indicam perspectivas promissoras também para a pera e o caqui

Amaçã do Submédio São Francisco, fronteira da Bahia com Pernambuco, começa a chegar ao mercado. Fruta originária de países frios da Ásia e da Europa, a viabilidade de seu plantio no semiárido passou pelo crivo do cultivo experimental realizado em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que visa a desenvolver frutíferas alternativas como maçã, pera e caqui.
“O plantio ainda está em fase de validação para que possamos fechar o pacote tecnológico que permitirá o cultivo em larga escala, mas os primeiros resultados são animadores”, afirma o superintendente da Codevasf em Petrolina, Aurivalter Cordeiro, que participou nesta terça-feira (25), com um grupo de engenheiros e técnicos, de um dia de campo no projeto público de irrigação Nilo Coelho.
Foto: Divulgação
A maçã que começa a chegar, ainda em pequena escala, ao mercado da região, é das variedades Julieta, Eva e Princesa, e vinha sendo testada em lotes experimentais de cinco produtores do projeto, meio hectare cada. A produtividade da fruta atingiu 40 toneladas por hectare.

O agricultor Teófilo Corcino afirma que a expectativa é ampliar o mercado e aprimorar cada vez mais a qualidade da produção. A maçã cultivada em seu lote começa a ser comercializada para Recife (PE) e Feira de Santana (BA). “Estamos trabalhando, acreditando na potencialidade da produção de maçã na região do Vale do São Francisco”, frisa Corcino.

A pera é outra aposta promissora: ela atingiu 60 toneladas por hectare e boa suculência, mas ainda precisa ser aprimorada, segundo informa Osnan Soares Ferreira, engenheiro da Codevasf em Petrolina. “Os experimentos com o caqui estão também bem avançados e com ótimas perspectivas”, afirma Ferreira.

O coordenador da pesquisa, Paulo Roberto Lopes, engenheiro agrônomo da Embrapa, observa que os estudos prosseguem e que o maior desafio foi adaptar frutas que exigem até 350 horas de frio de 7,2° C ao calor do semiárido.

Apelo comercial

Entre as culturas pesquisadas, a pera apresenta forte apelo comercial, já que a produção nacional não atinge nem 10% do total consumido. O consumo atual é da ordem de 180 mil toneladas, sendo a maior parte importada da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e países europeus.

Da busca por novas opções de cultivo para o Vale do São Francisco nasceu o projeto “Introdução e Avaliação de Cultivos Alternativos para as Áreas Irrigadas do Semiárido Brasileiro”. Desde 2005 vêm sendo implantados e mantidos nos perímetros irrigados Senador Nilo Coelho e Bebedouro, em Petrolina (PE), experimentos com pereira, macieira, caquizeiro, cacaueiro e outras culturas típicas de clima temperado.

As culturas escolhidas para os estudos foram aquelas produzidas sob irrigação com bom potencial de retorno econômico. Os plantios são feitos nas estações experimentais da Embrapa e em áreas de produtores em perímetros de irrigação que manifestaram interesse em participar da pesquisa. O acompanhamento das atividades é feito semanalmente.

Ascom Codevasf
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Revitalização do rio pode custar R$ 30 Bilhões ao cofres públicos

As primeiras ações concretas do novo programa governamental de revitalização da bacia hidrográfica do rio São Francisco, intitulado de “Novo Chico”, só deverão sair do papel no segundo semestre de 2017. Isso porque ainda serão realizados diagnósticos de campo pela equipe do governo federal, que se reuniu na manhã desta sexta-feira (21.10), em Salvador, com representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e instituições que atuam pela defesa da bacia, entre elas o Governo da Bahia.

Esta é uma da série de reuniões que a União vem provocando junto aos estados que integram a bacia para a definição de uma linha conjunta de trabalhos. Além da capital baiana, já foram realizados encontros no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. “O primeiro semestre de 2017 ainda será para preparação do Plano. Iremos a campo. Além da realização de diagnósticos, prioridades serão identificadas e ações serão iniciadas e concluídas. Esse é o nosso objetivo”, destacou Henrique Pinheiro Veiga, gerente do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O membro titular do CBHSF Almacks Luiz cobrou uma posição mais ativa dos estados na implementação dos trabalhos. “Não é justo o governo federal destinar um alto valor para o programa se as unidades federativas não se posicionarem com contrapartidas”, disse ele, que criticou a ausência de uma efetiva política estadual de recursos hídricos, especialmente em território baiano.

O coordenador da Câmara Consultiva Regional do Médio São Francisco, instância do CBHSF, Ednaldo Campos, lembrou que muito do trabalho que está sendo realizado tem como base o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do São Francisco, recentemente aprovado pelo comitê federal. “A discussão ainda está começando, mas vejo que todos estão dispostos a contribuir para a melhoria da bacia”, avaliou.

A previsão do governo federal é de investimentos iniciais de R$ 904 milhões, de 2016 a 2019. Recentemente, uma ementa orçamentária foi aprovada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado Federal, destinando R$ 300 milhões à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para a implementação de ações de recuperação e preservação da bacia do São Francisco. Da Ascom Codevasf.

Pela leitura da última quinta-feira, o reservatório de Sobradinho, o segundo maior do mundo, estava com apenas 8,6% de sua capacidade de armazenamento. Com o regime de chuvas ainda reduzido, a tendência é que até o fim de novembro, quando se uniformizam as chuvas, segundo as previsões, essa proporção deverá atingir situação crítica.

A vazão nas turbinas de Sobradinho já foi reduzida para 700 m³/segundo, o que compromete a qualidade da água a montante, onde mais de 100 municípios retiram sua água para a rede doméstica. O surgimento de algas poderá comprometer ainda mais essa qualidade.

Jornal O Expresso